O riso de Mozart

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O riso de Mozart

Sousa Dias
REF: 295 Categoria:
Documenta

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Só 1 disponível.

INFORMAÇÕES

SINOPSE

Música, significação e sentido, o problema da expressão: inexpressionismo da música – o falso dilema figurativo/abstracto, abstracção/realidade, na arte – pintura, o visível e o invisível, o enigma da visibilidade – das maçãs cézannianas aos ready-made – o efeito-Duchamp e a anomia «pós-moderna» – violência psicomecânica, violência figurativa e violência estética da imagem cinematográfica: os poderes do cinema – a especificidade do cinema e a banalidade audiovisual – a literatura, a arte do romance, e a sua vocação analítica da existencialidade humana – pensamento, crítica e criação na época da cultura massmediática – vitalismo de toda a arte: fender o cérebro, fender os muros do impossível.

«É a vida que ri no riso de Mozart, é ela o “sujeito” desse magnífico riso, e que ri não da sua auto-negação por imitação da matéria mas da sua auto-afirmação por criação do espírito. O além-imagem de onde sobrevém de modo fantasmal esse riso no fim de “ Amadeus ” não é o além-túmulo, não é o não-lugar da morte pessoal de Mozart, mas antes o fora-decampo absoluto da vida supra-histórica da sua criação musical genial, o tempo não cronológico, a forma de imortalidade ou de eternidade, dessa criação espiritual. O riso de Mozart é a Alegria pura, mesmo quando não pessoalmente extrovertida, de todos os excepcionais criadores em todos os domínios, a sua sensação de transcendência da vida biopsíquica pessoal numa vida não pessoal do espírito que não morre com a morte do criador. A espectralidade desse riso na sua
derradeira aparição não é metáfora, o cinema não se faz com metáforas, é a imagem sonora exacta, absolutamente literal, dessa vida do espírito que se eleva dos corpos, que se desprende da finitude dos sujeitos, e fica.»

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